é pra você, abra

"Dê-me o seu dinheiro"


As coisas naturais e simples são realmente incríveis. E o melhor delas, é a capacidade de cada uma combinar com as outras. Mas há suas partes negativas em toda simplicidade e naturalidade: a indiferença.
Nós nem notamos as coisas simples. Esta primeira postagem é um alerta para o leitor, para que note as coisas ao seu redor, fora da atmosfera que construímos ao nosso redor. Repare nas ruas e nos rostos das pessoas que transitam.
Sem rodeios, agradeço à Mariana Lima por ter me cedido a fotografia que me despertou a respeito disso. "É pra você, abra" é um álbum simples, da estudante Mariana Lima que me inspirou a respeito das coisas simples. "Dê-me o seu dinheiro" foi a legenda dada pela própria Mariana, e essa foto vi como um presente atencioso para com o outro. E nada melhor do que um presente, destinado à nós. A fotografia acima merece nossa atenção.

NOTA
"Humanos nascemos, crescemos
Eis o fato.
Roupas vestimos,
Eis o que vimos.
O homem evolui,
Eis a mentira.
Ninguém rouba nada,
Só pega de volta o que lhe tomaram."
(Vinícius Reis)


A naturalidade é efeito do costume imposto pela atmosfera que criamos à nossa volta. Nos protegemos, negamos notar algo tão importante quanto um ser humano à mercê da sorte. Historicamente falando crescemos tanto, sofremos, vencemos, mas eis um fato: não evoluímos.
Ainda há restos nossos espalhados pelos cantos da cidade. E esses restos não se expressam. Claramente falando (e não é sarcasmo da minha parte), os restos somos nós com roupas, casa e carros. Os outros (que não vemos) são só o "humano aflorando". Se sujando, sem comer. Como deveríamos estar, já que nossas ações refletem isso.
Agradecimentos à Mariana Lima, aspirante a fotógrafa (por hobby - ainda profissionalmente é sonho). Trabalho lindo e reconhecido. Suas fotos merecem nossa atenção. Abraço à todos, aspirante a escritor.

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9 Responses to “é pra você, abra”:

  1. Muito elegante sua abertura,
    e bacana o poema
    NOTA
    coerentemente postado...

    abs

  2. Arlan says:

    Como sempre, é sempre um prazer ler suas palavras cara,muito bom mesmo!

    Mais uma vez, PARABÉNS!

  3. Muito obrigado; ATC, agradeço pela consideração.
    Arlan, muito obrigado. Nos últimos dias tem me animado muito. ;)
    Abrax pessoal.

  4. Anônimo says:

    - Como sempre digo, vc é surpreendente!
    Lindo seu poema ;D
    Mas, será que não evoluimos mesmo? nem moralmente com as observações, com os erros, com análises... ?

    Parabéns ;D

    /Giovanna.

  5. Nossas observações são particulares, Giovanna. Nisso somos indivudualistas, afinal, não tem como analisarmos tudo seguindo uma única mente e as experiências nelas contidas. Pode até ser que um grupo particular de pessoas evolua, mas não toda, repito:toda, sociedade.

  6. Anônimo says:

    Mas não, não analisamos as coisas a partir apenas de nossa mente. Antes de formarmos uma opinião, observamos fatos, lemos opiniões alheias, e depois disso fazemos nossa sintese.
    Se não existisse evolução, não aprenderiamos o que é respeito, por exemplo. Não acha? ;D

    /Giovanna.

  7. Evolução social, referido ao todo. Ao ser humano. Quanto tempo falam da fome, dos oprimidos, mas vemos uma solução pra isso?
    Há algumas hipóteses que poderIAM surtir efeito, mas não são nem colocadas em prática. Isso é evolução? Não vejo evolução nisso.

  8. Anônimo says:

    Coisas simples como olhar os pássaros voando, as flores crescendo, as pessoas caminhando... um ato que pode até encantar os olhos... Mas e olhar a si mesmo? Ver o que realmente tem dentro de si? Descobrir o que faz ser o que você é ou o q vc não é? Será que é tão simples assim???

    Abraços

    Alexandre Felipe

  9. Bem ALEXANDRE, é uma boa questão. Mas eu vejo muito dos outros na gente. O que realmente somos, descobrir isso, é um desafio muito complicado e individual. Essa postagem foi direcionada para nossa sociedade em si, e não em um indivíduo. Agora o que faz nós sermos nós, enfim está envolvido com o resto das pessoas (não que seja só isso, talvez haja mais fatores a respeito disso).
    Abrax.

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